sábado, 24 de novembro de 2007

A Lenda do Homem-Whiskey


Existem histórias que "ficam para a história", esta que vou contar "fica para fazer pena" (mais uma vez).

O sentido de orientação de um homem é fundamental em grandes questões do dia-a-dia, desde saber o caminho para o trabalho como saber onde é a taberna mais próxima para mandar um copinho. O que acontece nos dias de hoje, é que diversas pessoas do âmbito sócio-cultural-aquofóbico indagam por caminhos alheios, os quais, apesar de conhecerem perfeitamente durante o dia, na "nuit", tornam-se como um labirinto nocturno gritando desesperadamente muitas vezes por auxílio e resgate. Não concordo e repudio tal coisa.


1789, Lyon, França. Plena Revolução Francesa:


Manerry Sequeyra, homem irreverente e sensível aos problemas sociais das classes que bebem champagne e comem caviar para dizer "esta merda é que tem uma pinta do carago", torna-se líder revolucionário de um pequeno bairro social mal cheiroso e com prostitutas a dizerem adeus com a língua. Sorte do bicho, apaixona-se por Jannette, uma menina que era nada mais nada menos filha de Jaqques Sufjan Dupont, um claro anti-revolucionário pois dizia que não conseguia revolucionar tal era o seu estado de "pena".

Num dia bastante conturbado em toda a França em virtude da greve do sindicato das empregadas de balcão, Manerry virando a esquina da Rua de La Republique encontra-se deparado com uma multidão que o aplaude e grita com insistência pelo seu nome: "BÊBADO, BÊBADO...!!". Surge um megafone para Manerry discursar perante tal multidão efusiva, e este apronta-se para dizer umas palavras de coragem as quais foram apenas: "TROIKANNE SERVICE??". A multidão aplaude com entusiasmo e o cheiro a Whiskey de Manerry invade e entranha-se logo em tudo o que era animal ali no meio. Criado estava o mito, a lenda, o HOMEM-WHISKEY.
Já de noite, Manerry vagueando pelas ruas de Lyon repara que tudo cheira a Whiskey menos um pequeno, simples, singelo e pobrezinho, Caixote do Lixo. A luta entre os dois começa, a disputa é de tal maneira grande que todos os bêbados da cidade deixaram de imediato as suas casas para irem beber e mais uma vez fazer "pena". O ídolo Manerry Sequeyra desorienta-se no meio da briga e perde-se por ruas sujas e nojentas com pessoas de fato e gravata a dizer "vai mais uma moedinha???". O homem acaba estendido no chão gritando pela sua Jannette, pedindo auxílio de um mapa que o pudesse orientar de maneira a chegar outra vez á sua taberna preferida: "Povoy du Lanhosel". Jannette acaba por chegar de pópó (ainda ninguém conseguiu explicar cientificamente como), resgata o bicho, sua passionne, e fica mesmo aquela situação em que um gajo no fim diz: "ta tudo bem".

Um dia depois, os dois, Manerry e Jannette não casaram. Dois dias depois sim. No entanto, Manerry continuou a beber Whiskey "a tout l'heure" e a frequentar a sua taberna de loucuras: "TROIKANNE"............. e também aquela....: a "Povoy du Lanhosel".........................
THE END
written by "pietro ulmiani toni"

3 comentários:

João Branco disse...

Pedro, até te deixava uma imagem mais sugestiva do Manerry que tenho aqui no jantar da Serenata de Queima de 2006 que até era interesante para os leitores verem o arcaboiço do homem.
Quando vieres ao MSN eu dou-ta.

Rafa disse...

Ganda Blog

O Império dos Tonis só vem demonstrar a minha teoria de que os "betos" são os maiores bêbados e depois ainda tiram cursos para exercer funções. "´Tá tudo fodido".

Mas ainda bem... Haja bezanas haja alegria e saúde (por enquanto).

Os "betos" no fundo, qd bêbados, são uns punks, eheh.

Rafa disse...

Ah, o que dá mais pena, obviamente é o RUI... Esse grande desgraçado!!